{"id":10127,"date":"2021-03-25T13:32:02","date_gmt":"2021-03-25T16:32:02","guid":{"rendered":"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/2021\/03\/25\/pesquisa-analisa-o-impacto-da-pandemia-entre-profissionais-de-saude\/"},"modified":"2026-04-01T11:37:48","modified_gmt":"2026-04-01T14:37:48","slug":"pesquisa-analisa-o-impacto-da-pandemia-entre-profissionais-de-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/2021\/03\/25\/pesquisa-analisa-o-impacto-da-pandemia-entre-profissionais-de-saude\/","title":{"rendered":"Pesquisa analisa o impacto da pandemia entre profissionais de sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\">\n<p>H\u00e1 mais de um ano atuando na linha de frente contra a Covid-19, os profissionais da \u00e1rea da Sa\u00fade est\u00e3o esgotados! E essa exaust\u00e3o adv\u00e9m n\u00e3o s\u00f3 da proximidade com o elevado n\u00famero de casos e mortes de pacientes, colegas de profiss\u00e3o e familiares, como tamb\u00e9m das altera\u00e7\u00f5es significativas que a pandemia vem provocando em seu bem-estar pessoal e vida profissional. De acordo com os resultados da pesquisa Condi\u00e7\u00f5es de Trabalho dos Profissionais de Sa\u00fade no Contexto da Covid-19, realizada pela Fiocruz em todo o territ\u00f3rio nacional, a pandemia alterou de modo significativo a vida de 95% desses trabalhadores. Os dados revelam, ainda, que quase 50% admitiram excesso de trabalho ao longo desta crise mundial de sa\u00fade, com jornadas para al\u00e9m das 40 horas semanais, e um elevado percentual (45%) deles necessita de mais de um emprego para sobreviver.<\/p>\n\n\n\n<p>O mais amplo levantamento sobre as condi\u00e7\u00f5es de trabalho dos profissionais de sa\u00fade desde o in\u00edcio da pandemia avaliou o ambiente e a jornada de trabalho, o v\u00ednculo com a institui\u00e7\u00e3o, a vida do profissional na pr\u00e9-pandemia e as consequ\u00eancias do atual processo de trabalho envolvendo aspectos f\u00edsicos, emocionais e ps\u00edquicos desse contingente profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAp\u00f3s um ano de caos sanit\u00e1rio, a pesquisa retrata a realidade daqueles profissionais que atuam na linha de frente, marcados pela dor, sofrimento e tristeza, com fortes sinais de esgotamento f\u00edsico e mental. Trabalham em ambientes de forma extenuante, sobrecarregados para compensar o elevado absente\u00edsmo. O medo da contamina\u00e7\u00e3o e da morte iminente acompanham seu dia a dia, em gest\u00f5es marcadas pelo risco de confisco da cidadania do trabalhador (perdas dos direitos trabalhistas, terceiriza\u00e7\u00f5es, desemprego, perda de renda, sal\u00e1rios baixos, gastos extras com compras de EPIs, transporte alternativo e alimenta\u00e7\u00e3o)\u201d, detalhou a coordenadora do estudo, Maria Helena Machado.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados indicam que 43,2% dos profissionais de sa\u00fade n\u00e3o se sentem protegidos no trabalho de enfrentamento da Covid-19, e o principal motivo, para 23% deles, est\u00e1 relacionado \u00e0 falta, \u00e0 escassez e \u00e0 inadequa\u00e7\u00e3o do uso de EPIs (64% revelaram a necessidade de improvisar equipamentos). Os participantes da pesquisa tamb\u00e9m relataram o medo generalizado de se contaminar no trabalho (18%), a aus\u00eancia de estrutura adequada para realiza\u00e7\u00e3o da atividade (15%), al\u00e9m de fluxos de interna\u00e7\u00e3o ineficientes (12,3%). O despreparo t\u00e9cnico dos profissionais para atuar na pandemia foi citado por 11,8%, enquanto 10,4% denunciaram a insensibilidade de gestores para suas necessidades profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sa\u00fade e vida profissional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Graves e prejudiciais consequ\u00eancias \u00e0 sa\u00fade mental daqueles que atuam na assist\u00eancia aos pacientes infectados foram tamb\u00e9m detectadas. Segundo a pesquisa, as altera\u00e7\u00f5es mais comuns em seu cotidiano, citadas pelos profissionais, foram perturba\u00e7\u00e3o do sono (15,8%), irritabilidade\/choro frequente\/dist\u00farbios em geral (13,6%), incapacidade de relaxar\/estresse (11,7%), dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o ou pensamento lento (9,2%), perda de satisfa\u00e7\u00e3o na carreira ou na vida\/tristeza\/apatia (9,1%), sensa\u00e7\u00e3o negativa do futuro\/pensamento negativo, suicida (8,3%) e altera\u00e7\u00e3o no apetite\/altera\u00e7\u00e3o do peso (8,1%).<\/p>\n\n\n\n<p>Quando questionados a respeito das principais mudan\u00e7as na rotina profissional, 22,2% declararam conviver com um trabalho extenuante. Apesar de 16% de esses profissionais apontarem altera\u00e7\u00e3o referente a aspectos de biosseguran\u00e7a e contradi\u00e7\u00f5es no cotidiano, a mesma propor\u00e7\u00e3o relatou melhora no relacionamento entre as equipes. O estudo demonstra ainda que 14% da for\u00e7a de trabalho que atua na linha de frente do combate \u00e0 Covid-19 no pa\u00eds est\u00e1 no limite da exaust\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desrespeito x fake news<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conforme declara a equipe respons\u00e1vel pelo levantamento, essas transforma\u00e7\u00f5es decorrem de v\u00e1rios fatores, por exemplo, a falta de apoio institucional, segundo 60% dos entrevistados. A desvaloriza\u00e7\u00e3o pela pr\u00f3pria chefia (21%), a grande ocorr\u00eancia de epis\u00f3dios de viol\u00eancia e discrimina\u00e7\u00e3o (30,4%) e a falta de reconhecimento por parte da popula\u00e7\u00e3o usu\u00e1ria (somente 25% se sentem mais valorizados) tamb\u00e9m afligem os profissionais de sa\u00fade. \u201cO estudo evidencia que 40% deles sofreram algum tipo de viol\u00eancia em seu ambiente de trabalho. Al\u00e9m disso, s\u00e3o v\u00edtimas de discrimina\u00e7\u00e3o na pr\u00f3pria vizinhan\u00e7a (33,7%) e no trajeto trabalho\/casa (27,6%). Em outras palavras, as pessoas consideram que o trabalhador transporta o v\u00edrus, e, portanto, ele \u00e9 um risco. Se n\u00e3o bastasse esse cen\u00e1rio desolador, esses profissionais de sa\u00fade experienciam a priva\u00e7\u00e3o do conv\u00edvio social entre colegas de trabalho, a priva\u00e7\u00e3o da liberdade de ir e vir, o conv\u00edvio social e a priva\u00e7\u00e3o do conv\u00edvio familiar\u201d, explica Maria Helena Machado.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa abordou, ainda, as percep\u00e7\u00f5es deles acerca das fake news propagadas ao longo desta pandemia de Covid-19. Mais de 90% dos profissionais de sa\u00fade admitiram que as falsas not\u00edcias s\u00e3o, sim, um verdadeiro obst\u00e1culo no combate ao novo coronav\u00edrus. No atendimento, 76% relataram que o paciente tinha algum tipo de cren\u00e7a referente \u00e0s fake news, como a ado\u00e7\u00e3o de medicamentos ineficazes para preven\u00e7\u00e3o e tratamento, por exemplo. A porcentagem expressiva de 70% dos trabalhadores discorda que os posicionamentos das autoridades sanit\u00e1rias sobre a Covid-19 t\u00eam sido consistentes e esclarecedores.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:14px\">Texto e Foto: Wagner Advogados Associados<\/p>\n<\/span><\/span><\/span><\/span>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 mais de um ano atuando na linha de frente contra a Covid-19, os profissionais da \u00e1rea da Sa\u00fade est\u00e3o esgotados! 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