{"id":11355,"date":"2022-01-05T14:44:52","date_gmt":"2022-01-05T17:44:52","guid":{"rendered":"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/2022\/01\/05\/entidades-criam-ferramentas-para-mulheres-com-deficiencia-denunciarem-violencia-domestica\/"},"modified":"2026-04-01T11:37:26","modified_gmt":"2026-04-01T14:37:26","slug":"entidades-criam-ferramentas-para-mulheres-com-deficiencia-denunciarem-violencia-domestica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/2022\/01\/05\/entidades-criam-ferramentas-para-mulheres-com-deficiencia-denunciarem-violencia-domestica\/","title":{"rendered":"Entidades criam ferramentas para mulheres com defici\u00eancia denunciarem viol\u00eancia dom\u00e9stica"},"content":{"rendered":"\n<span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\">O Fundo de Popula\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas mostra que mulheres com defici\u00eancia t\u00eam tr\u00eas vezes mais chances de sofrer viol\u00eancia. Para ajudar a combater esse tipo de agress\u00e3o a ONG Criar Brasil, com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o Heinrich Boll Brasil e assessoria do Coletivo Feminista Helen Keller desenvolveu uma pesquisa e conte\u00fados diversos de comunica\u00e7\u00e3o.\n\nDe acordo com a pesquisa, a viol\u00eancia\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/cidadania\/2021\/02\/violencia-contra-mulheres-negras-e-lgbts-coloca-democracia-sob-ameaca\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">dom\u00e9stica\u00a0<\/a>afeta mulheres sem distin\u00e7\u00e3o. Apesar disso, algumas est\u00e3o mais expostas que outras, como no caso de mulheres com defici\u00eancia, que apresentam maior vulnerabilidade nestas situa\u00e7\u00f5es, seja pela dificuldade de obter informa\u00e7\u00f5es, de denunciar, ou por quest\u00f5es impostas pelo pr\u00f3prio corpo.\n\nCom conte\u00fados acess\u00edveis, o projeto discute a viol\u00eancia dom\u00e9stica sob o olhar das mulheres com defici\u00eancia. Anna Carla Ferreira, da ONG Criar Brasil, relata que apenas 27% das mulheres que responderam \u00e0 pesquisa disseram nunca ter sofrido ou vivenciado situa\u00e7\u00f5es viol\u00eancia. \u201cOutro resultado que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 sobre a rede de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher, a gente v\u00ea que ela n\u00e3o funciona. As pessoas v\u00e3o at\u00e9 \u00e0 delegacia, pois muitas vezes n\u00e3o sabem ainda sobre o Disque 180, e n\u00e3o tem atendimento. Se for uma mulher que precisa de libras, n\u00e3o tem int\u00e9rprete na delegacia\u201d, explicou \u00e0 jornalista Adriana Maria, da\u00a0TVT.\n\nO conte\u00fado criado pelas entidades traz cart\u00f5es virtuais para compartilhamento, podcasts e videos acess\u00edveis para essas mulheres. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m foi publicado um\u00a0<a href=\"https:\/\/br.boell.org\/sites\/default\/files\/2021-11\/Minipublicacao-Pela-Vida-de-Todas-Elas.pdf?dimension1=no\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">minidocumento\u00a0<\/a>mostrando os detalhes da pesquisa. Segundo as respostas das entrevistadas: 51% disseram que j\u00e1 tiveram a sua defici\u00eancia usada forma de ser inferiorizada; 52% foram v\u00edtimas de agress\u00f5es verbais e 37% foram agredidas fisicamente. Outras 35% tiveram seu corpo tocado sem consentimento.\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Den\u00fancia e acessibilidade<\/strong><\/p>\nNo final do question\u00e1rio, as mulheres responderam quest\u00f5es referentes \u00e0 prote\u00e7\u00e3o e ao enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica e intrafamiliar. Entre as respostas, a pesquisa destacou uma fala sobre os espa\u00e7os de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres carecerem de conhecer e saber lidar com as defici\u00eancias em sua diversidade. \u201cEncontramos barreiras f\u00edsicas, atitudinais e comunicacionais. H\u00e1 cren\u00e7as arraigadas em modelos caritativos, apego ao modelo biom\u00e9dico e tend\u00eancia a abordar as realidades das mulheres com defici\u00eancia sem levar em considera\u00e7\u00e3o elementos psicossociais e culturais, por exemplo. Em suma, nossas vozes dificilmente recebem uma escuta \u00e9tica, uma recep\u00e7\u00e3o que nos permita acessar efetivamente os nossos direitos e dignidade.\u201d\n\nSegundo Cristina Kenne, integrante do Coletivo Helen Keller, conhecer a realidade em que vivem essas mulheres com defici\u00eancia \u00e9 de suma import\u00e2ncia. \u201cA constru\u00e7\u00e3o dessa pesquisa envolveu todos os aspectos de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/blogs\/blog-na-rede\/2021\/09\/luta-nacional-das-pessoas-com-deficiencia-por-um-brasil-mais-inclusivo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">acessibilidade<\/a>, atitudinais e de comunica\u00e7\u00e3o. A proposta \u00e9 que as informa\u00e7\u00f5es contidas nesse material possam ser utilizadas como insumos para constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica o e de acolhimento para erradicar esse problema\u201d, afirmou \u00e0\u00a0TVT.\n<h5>Foto: Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/h5>\n<h5>Texto: Brasil de Fato<\/h5><\/span><\/span><\/span><\/span>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Fundo de Popula\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas mostra que mulheres com defici\u00eancia t\u00eam tr\u00eas vezes mais chances de sofrer viol\u00eancia. Para ajudar a combater esse tipo de agress\u00e3o a ONG Criar Brasil, com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o Heinrich Boll Brasil e assessoria do Coletivo Feminista Helen Keller desenvolveu uma pesquisa e conte\u00fados diversos de comunica\u00e7\u00e3o. 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