{"id":11517,"date":"2022-02-11T12:44:08","date_gmt":"2022-02-11T15:44:08","guid":{"rendered":"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/2022\/02\/11\/11-02-dia-internacional-de-mulheres-e-meninas-na-ciencia\/"},"modified":"2026-04-01T11:37:22","modified_gmt":"2026-04-01T14:37:22","slug":"11-02-dia-internacional-de-mulheres-e-meninas-na-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/2022\/02\/11\/11-02-dia-internacional-de-mulheres-e-meninas-na-ciencia\/","title":{"rendered":"11\/02 \u2013 Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\">Desde 2015, a partir de uma iniciativa da UNESCO e ONU, comemora-se o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ci\u00eancia em 11 de fevereiro. As mulheres foram exclu\u00eddas da educa\u00e7\u00e3o formal por muitas d\u00e9cadas, sob justificativas pseudobiol\u00f3gicas, relacionando o corpo feminino a menor capacidade intelectual e cognitiva.\n\nAt\u00e9 hoje, a maior carga de servi\u00e7os dom\u00e9sticos e cuidados familiares deixa as mulheres em desvantagem no meio acad\u00eamico, gerando disparidades n\u00e3o s\u00f3 no desenvolvimento de estudos e publica\u00e7\u00e3o de artigos, mas tamb\u00e9m na representatividade entre pesquisadores(as), a qual \u00e9 crucial para uma discuss\u00e3o mais complexa dos assuntos e diversidade dos temas escolhidos para estudo.\n\nCom isso, a disparidade entre os g\u00eaneros na carreira e produ\u00e7\u00e3o cient\u00edficas \u00e9 uma realidade. Apesar de, atualmente, o n\u00famero de mulheres que consegue se formar na faculdade e mestrado ser equipar\u00e1vel ao de homens, continuam sendo minoria nos doutorados e p\u00f3s-doutorados. <strong>Dessa forma, em 2015, somente 28% dos pesquisadores do mundo eram mulheres.<\/strong> Homens publicam mais artigos, t\u00eam mais autorias principais e s\u00e3o mais citados que as mulheres: durante 2014, dentre os autores mais citados, somente 13% eram mulheres \u2013 com grande varia\u00e7\u00e3o de acordo com a \u00e1rea de conhecimento, desde 3,7% em engenharia at\u00e9 31% entre as ci\u00eancias sociais.\n\nComo no resto do mercado de trabalho, <strong>ser homem \u00e9 um fator<\/strong> preditivo positivo para avan\u00e7ar mais r\u00e1pido na carreira e tamb\u00e9m <strong>para tornar-se o Pesquisador Principal<\/strong> de estudos, mesmo corrigindo de acordo com vieses, como publica\u00e7\u00f5es realizadas \u2013 <strong>alcan\u00e7ando, assim, sal\u00e1rios mais altos<\/strong> que as mulheres. Foram notadas tamb\u00e9m diferen\u00e7as de g\u00eanero, com vi\u00e9s positivo para os homens, na probabilidade de contrata\u00e7\u00e3o, sal\u00e1rios iniciais mais altos e fundos de pesquisa.\n\nUm estudo descreveu o \u201cEfeito Matilda\u201d, em que <strong>autoras mulheres s\u00e3o associadas com menor qualidade percebida e interesse pela publica\u00e7\u00e3o<\/strong>, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 autoria masculina. Mulheres t\u00eam maior probabilidade de passar por interrup\u00e7\u00f5es na carreira e deixar a vida acad\u00eamica por fatores pessoais, como licen\u00e7a-maternidade. Talvez por isso, pesquisadoras especializam-se menos que pesquisadores, podendo esse ser um fator que leva \u00e0 menor produtividade e progress\u00e3o na carreira.\n\n<strong>Gender in the Global Research Landscape<\/strong>\n\nA Elsevier lan\u00e7ou em 2017 o relat\u00f3rio \u201cGender in the Global Research Landscape\u201d, um panorama da pesquisa mundial ao longo de 20 anos, em 12 pa\u00edses e regi\u00f5es. Percebe-se que em 9 dessas regi\u00f5es (EUA, Uni\u00e3o Europ\u00e9ia, Reino Unido, Canad\u00e1, Austr\u00e1lia, Fran\u00e7a, Brasil, Dinamarca, Portugal), entre 2011 e 2015, mais de 40% dos pesquisadores eram mulheres, o que representa uma melhora do cen\u00e1rio em 1996-2000, onde tal cifra s\u00f3 era realidade em Portugal. Entretanto, a <strong>representatividade feminina varia muito de acordo com o campo de pesquisa<\/strong>: mulheres est\u00e3o mais presentes em ci\u00eancias biol\u00f3gicas e da sa\u00fade, mas s\u00e3o raras nas ci\u00eancias f\u00edsicas, da computa\u00e7\u00e3o e matem\u00e1ticas, relacionadas com a cria\u00e7\u00e3o de tecnologias. Em decorr\u00eancia, apenas 14% de aplica\u00e7\u00f5es para patente envolviam uma inventora entre 2011 e 2015 \u2013 entre 1996 e 2000, somente 10% dos pedidos de patente envolviam mulheres entre os solicitantes.\n\nOutra informa\u00e7\u00e3o interessante \u00e9 que mulheres, apesar de colaborarem mais que homens domesticamente, envolvem-se menos em colabora\u00e7\u00f5es internacionais, e deslocam-se menos em viagens para trabalhar em suas pesquisas \u2013 apesar de as cita\u00e7\u00f5es de maior impacto geralmente se relacionarem com pesquisadores \u201ctransit\u00f3rios\u201d, aqueles que trabalham internacionalmente por um per\u00edodo menor que 2 anos.\n\nPor outro lado, pesquisas sobre g\u00eanero t\u00eam crescido na \u00faltima d\u00e9cada. T\u00f3picos como feminismo, estereotipia de g\u00eanero, identidade de g\u00eanero, t\u00eam sido mais frequentemente citados em publica\u00e7\u00f5es. Na verdade, a pesquisa em g\u00eanero tem crescido mais r\u00e1pido que a pesquisa cient\u00edfica como um todo.\n<h5>Texto: Sociedade Brasileira de Medicina de Fam\u00edlia e Comunidade<\/h5><\/span><\/span><\/span><\/span>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 2015, a partir de uma iniciativa da UNESCO e ONU, comemora-se o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ci\u00eancia em 11 de fevereiro. As mulheres foram exclu\u00eddas da educa\u00e7\u00e3o formal por muitas d\u00e9cadas, sob justificativas pseudobiol\u00f3gicas, relacionando o corpo feminino a menor capacidade intelectual e cognitiva. 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