{"id":11756,"date":"2022-05-05T11:42:53","date_gmt":"2022-05-05T14:42:53","guid":{"rendered":"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/2022\/05\/05\/neabi-rearticulado-na-ufsm-com-o-objetivo-de-aglutinar-pautas-etnicorraciais\/"},"modified":"2026-04-01T11:31:54","modified_gmt":"2026-04-01T14:31:54","slug":"neabi-rearticulado-na-ufsm-com-o-objetivo-de-aglutinar-pautas-etnicorraciais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/2022\/05\/05\/neabi-rearticulado-na-ufsm-com-o-objetivo-de-aglutinar-pautas-etnicorraciais\/","title":{"rendered":"Neabi rearticulado na UFSM com o objetivo de aglutinar pautas etnicorraciais"},"content":{"rendered":"<span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\">\n<p>O N\u00facleo de Estudos Afro-Brasileiros e Ind\u00edgenas (Neabi) dever\u00e1 servir como um aglutinador das pautas \u00e9tnico-raciais da UFSM, tanto no que se refere ao ensino, como tamb\u00e9m \u00e0 pesquisa e \u00e0 extens\u00e3o. A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 de Victor De Carli Lopes, coordenador do Observat\u00f3rio de Direitos Humanos (ODH) e um dos fomentadores desse retorno do Neabi que, no passado, era conhecido como Neab (sem o I de ind\u00edgenas). Na \u00faltima quarta, 27 de abril, ocorreu a primeira reuni\u00e3o presencial para a retomada do N\u00facleo, que j\u00e1 vinha sendo discutida desde 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Lopes, a rearticula\u00e7\u00e3o do Neabi \u00e9 fundamental para que \u201csirva como um farol para todas as pessoas que precisam debater essa tem\u00e1tica\u201d e, tamb\u00e9m, para que \u201cesse tema seja levado a todos os cantos da universidade e da nossa sociedade\u201d. Ele destaca que a UFSM foi uma das pioneiras na cria\u00e7\u00e3o do Neab e que essa rearticula\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para que essas quest\u00f5es n\u00e3o fiquem esquecidas e nem marginalizadas na academia.<\/p>\n\n\n\n<p>O coordenador do Neabi, professor Anderson Luiz Machado dos Santos (departamento de Geoci\u00eancias), acredita que o funcionamento do N\u00facleo traz propostas significativas para que possa ser repensado o ensino, a pesquisa e a extens\u00e3o, frente \u00e0s demandas das comunidades negras e dos povos origin\u00e1rios. Segundo ele, tamb\u00e9m \u00e9 objetivo colocar em debate a necessidade de ampliar o acesso e a perman\u00eancia de estudantes, de servidores (as), (professore(a)s e de dirigentes negro(a)s e ind\u00edgenas, no interior de uma universidade \u201cmarcadamente branca e alinhada a um bloco hist\u00f3rico-regional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Hist\u00f3rico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Maria Rita Py Dutra, professora aposentada da rede p\u00fablica, doutora em Educa\u00e7\u00e3o pela UFSM e militante do Movimento Negro Unificado (MNU), esteve na reuni\u00e3o da quarta, 27 de abril, e relembra o hist\u00f3rico do Neab na UFSM. Ela ressalta que o N\u00facleo foi uma esp\u00e9cie de mola propulsora&nbsp;para a implanta\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de cotas na universidade. \u201cO protagonismo do N\u00facleo, na \u00e9poca apenas Neab, foi liderado pela docente do Centro de Artes e Letras, Carmen Deleacil Ribeiro Gavioli (*), coordenadora do N\u00facleo e membro do Movimento Negro local, que dialogou n\u00e3o s\u00f3 com a academia &#8211; docentes e discentes- mas tamb\u00e9m com o Movimento Negro, o que resultou na cria\u00e7\u00e3o de uma comiss\u00e3o para gestar uma proposta de cotas para a UFSM\u201d, explicou ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2003, recorda Maria Rita, o Neab promoveu o I Semin\u00e1rio Internacional Negritude na Escola, que aconteceu no Sal\u00e3o Nobre da Brigada Militar, ocasi\u00e3o em que se discutiu a\u00e7\u00f5es afirmativas e a ado\u00e7\u00e3o de cotas para ingresso no Ensino Superior, e do qual &nbsp;participaram a comunidade acad\u00eamica, lideran\u00e7as do Movimento Negro e a sociedade em geral. \u201cNeste evento foram lan\u00e7adas as sementes iniciais que levaram, em mar\u00e7o de 2006, o reitor Clovis Silva Lima a solicitar prioridade para o tema das cotas\u201d, frisa.<\/p>\n\n\n\n<p>No que se refere \u00e0 rearticula\u00e7\u00e3o do Neabi, a militante do movimento negro ressalta que, al\u00e9m de ser um espa\u00e7o de ensino, pesquisa e extens\u00e3o, na medida em que re\u00fane docentes e pesquisadores, que se somar\u00e3o no aprofundamento te\u00f3rico de temas espec\u00edficos \u00e0 quest\u00e3o racial, o N\u00facleo tamb\u00e9m representa um espa\u00e7o de acolhimento de discentes que desejarem investigar e estudar tem\u00e1ticas referentes \u00e0 hist\u00f3ria de seus antepassados. \u201cO Neabi poder\u00e1 se dedicar ao conhecimento e \u00e0 pesquisa sobre identidades e rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais, especialmente de pretos, pardos e ind\u00edgenas, no \u00e2mbito da institui\u00e7\u00e3o e em suas rela\u00e7\u00f5es extra muros, formando uma gera\u00e7\u00e3o de pesquisadores em uma tem\u00e1tica que ainda carecemos de especialistas\u201d, frisa Maria Rita.<br><br><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/F04-12492.jpg\"><\/p>\n\n\n\n<p><em>Reuni\u00e3o no dia 27 de abril<\/em><br><br><strong>O futuro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Victor De Carli Lopes, coordenador do Observat\u00f3rio de Direitos Humanos da UFSM, comenta que \u201cnos \u00faltimos anos, a gente conseguiu dar passos importantes como a aprova\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de igualdade de g\u00eanero na universidade\u201d. E, agora, segundo ele, com o fortalecimento de institui\u00e7\u00f5es e n\u00facleos internos como o Neabi, o que se pretende \u00e9 ampliar a discuss\u00e3o sobre uma pol\u00edtica de igualdade racial para que \u201ca gente consiga pautar isso (o tema) internamente e consigamos que pr\u00f3-reitorias, departamentos, se integrem nessa discuss\u00e3o para fortalecer essa agenda tem\u00e1tica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o coordenador do Neabi, professor Anderson Santos, assinala que est\u00e1 havendo um planejamento de como atuar\u00e3o. \u201cTemos um plano de a\u00e7\u00e3o para os pr\u00f3ximos dois anos (<em>dispon\u00edvel em anexo<\/em>), que foi debatido na reuni\u00e3o de apresenta\u00e7\u00e3o institucional realizada e j\u00e1 conta com novas ideias e propostas\u201d. Segundo o docente, o plano abrange desafios no \u00e2mbito do ensino, da pesquisa e da extens\u00e3o, e tamb\u00e9m no \u00e2mbito institucional e organizativo do N\u00facleo. \u201cEu diria que nosso objetivo maior reside na&nbsp;discuss\u00e3o e na elabora\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica de Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial da UFSM, que deve abranger todos os pontos mencionados anteriormente\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Texto: Fritz R. Nunes\/Assessoria de imprensa da Sedufsm<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Fotos: Arquivo pessoal<\/p>\n<\/span><\/span><\/span><\/span>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O N\u00facleo de Estudos Afro-Brasileiros e Ind\u00edgenas (Neabi) dever\u00e1 servir como um aglutinador das pautas \u00e9tnico-raciais da UFSM, tanto no que se refere ao ensino, como tamb\u00e9m \u00e0 pesquisa e \u00e0 extens\u00e3o. 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