{"id":12965,"date":"2023-01-23T08:30:00","date_gmt":"2023-01-23T11:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/2023\/01\/23\/visibilidade-trans-a-importancia-do-mes-de-janeiro-para-a-comunidade-vulnerabilizada\/"},"modified":"2026-04-01T11:31:39","modified_gmt":"2026-04-01T14:31:39","slug":"visibilidade-trans-a-importancia-do-mes-de-janeiro-para-a-comunidade-vulnerabilizada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/2023\/01\/23\/visibilidade-trans-a-importancia-do-mes-de-janeiro-para-a-comunidade-vulnerabilizada\/","title":{"rendered":"Visibilidade Trans: a import\u00e2ncia do m\u00eas de janeiro para a comunidade vulnerabilizada"},"content":{"rendered":"<span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\">\n<p>O debate sobre os direitos LGBTQIAPN+ tem crescido constantemente, mas, dentro da comunidade, ainda existem quest\u00f5es que precisam ser debatidas. Comemorando o Dia&nbsp; Nacional da Visibilidade Trans, no dia 29 de janeiro, a popula\u00e7\u00e3o transexual e travesti refor\u00e7a ainda mais as necessidades e descasos p\u00fablicos que ocorrem com cada pessoa que faz parte da sigla \u201cT\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A data em quest\u00e3o foi escolhida em homenagem ao primeiro ato nacional organizado pela popula\u00e7\u00e3o trans e travesti em 2004, onde os manifestantes&nbsp; lan\u00e7aram a campanha&nbsp;<em>\u201cTravesti e Respeito: j\u00e1 est\u00e1 na hora dos dois serem vistos juntos\u201d<\/em>&nbsp;no Congresso Nacional, em Bras\u00edlia. Desde ent\u00e3o, diversos eventos foram criados como forma de promover maior integra\u00e7\u00e3o social de pessoas transg\u00eaneras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O dia 29 de janeiro segue sendo cada vez mais importante e necess\u00e1rio, principalmente\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/exame.com\/brasil\/pelo-12o-ano-consecutivo-brasil-e-pais-que-mais-mata-transexuais-no-mundo\/\" target=\"_blank\"><strong><em>no pa\u00eds em que mais mata pessoas trans no mundo<\/em><\/strong><\/a>. Por conta da viol\u00eancia di\u00e1ria, preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o social, mulheres e homens trans acabam sendo marginalizados das mais diversas formas poss\u00edveis, inclusive com as suas expectativas de vida,\u00a0<strong><em><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/03\/19\/internacional\/1553026147_774690.html\" target=\"_blank\">que s\u00e3o reduzidas pelas taxas de homic\u00eddio intencionais<\/a>:<\/em><\/strong> enquanto\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/bemestar\/noticia\/2020\/11\/26\/expectativa-de-vida-do-brasileiro-ao-nascer-foi-de-766-anos-em-2019-diz-ibge.ghtml\" target=\"_blank\"><strong><em>a taxa de vida de um brasileiro cisg\u00eanero \u00e9 de 76 anos<\/em><\/strong><\/a>, a de uma\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/especiais\/especial-cidadania\/expectativa-de-vida-de-transexuais-e-de-35-anos-metade-da-media-nacional\" target=\"_blank\"><em><strong>pessoa trans \u00e9 de 35 anos.<\/strong><\/em><\/a>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, os<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/ceara\/noticia\/2017\/03\/apos-agressao-dandara-foi-morta-com-tiro-diz-secretario-andre-costa.html\" target=\"_blank\">&nbsp;<strong><em>casos de transfobia continuam crescendo<\/em><\/strong><\/a>&nbsp;enquanto ainda h\u00e1 poucas a\u00e7\u00f5es legislativas para proteger a comunidade. Em busca de prote\u00e7\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o transsexual e travesti brasileira passou a se organizar desde os anos 1990, principalmente atrav\u00e9s das redes de apoio que foram tomando forma e se espalhando pelo pa\u00eds. A principal delas foi a<strong><em>&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/antrabrasil.org\/\" target=\"_blank\">ANTRA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Travestir e Transexuais<\/a>&nbsp;<\/em><\/strong>\u2013 que tem suas ra\u00edzes na luta contra o HIV e na quebra de estigmas que a doen\u00e7a acompanhava e, hoje, articula com pesquisa e dados sobre pessoas trans no pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As movimenta\u00e7\u00f5es e buscas pelo m\u00ednimo de respeito e reconhecimento social gerou uma das demandas mais antigas do movimento LGBT+: em 2019, o Supremo Tribunal Federal aprovou a criminaliza\u00e7\u00e3o da homofobia e da transfobia, incluindo nominalmente na pauta travestis, transexuais e transg\u00eaneros, tornando o Brasil o 43\u00ba pa\u00eds a criminalizar a homofobia. Por aqui, &#8220;praticar, induzir ou incitar a discrimina\u00e7\u00e3o ou preconceito&#8221; em raz\u00e3o da orienta\u00e7\u00e3o sexual da pessoa poder\u00e1 ser considerado crime e inafian\u00e7\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, em 2020, durante a quarentena &#8211; onde uma parte da popula\u00e7\u00e3o conseguiu manter o isolamento social como uma das medidas de precau\u00e7\u00e3o contra o covid-19 &#8211; os casos de lgbtfobia aumentaram, principalmente nos ambientes familiares em que a intoler\u00e2ncia \u00e9 um dos pilares. A discrimina\u00e7\u00e3o dentro dos pr\u00f3prios lares e daqueles que deveriam trazer suporte ficou ainda mais evidente com o superlotamento de abrigos pelo pa\u00eds,<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/casachama_org\/?hl=pt-br\" target=\"_blank\">\u00a0<\/a><strong><em><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/casachama_org\/?hl=pt-br\" target=\"_blank\">como a Casa CHAMA em S\u00e3o Paulo<\/a>\u00a0<\/em><\/strong>e,\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/casanem_\/?hl=pt-br\" target=\"_blank\"><strong>a Casa NEM, no Rio de Janeiro<\/strong><\/a>, com LGBTQIAPN+ que foram expulsos de casa.<\/p>\n\n\n\n<p>A empregabilidade, ou a falta dela, \u00e9 um dos principais pontos a serem discutidos ao falarmos sobre a visibilidade das pessoas trans, uma vez que o mercado de trabalho nega espa\u00e7os \u00e0 elas. De acordo com a pesquisa realizada pela ANTRA,\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/antrabrasil.files.wordpress.com\/2018\/02\/relatc3b3rio-mapa-dos-assassinatos-2017-antra.pdf\" target=\"_blank\"><strong><em>90% da popula\u00e7\u00e3o transexual e travesti tem a prostitui\u00e7\u00e3o como a \u00fanica alternativa<\/em><\/strong><\/a>\u00a0de renda e possibilidade de sobreviv\u00eancia. O site Troca acredita que espa\u00e7os mais inclusivos e com trasnsrepresentatividade s\u00e3o cada vez mais necess\u00e1rios para mudar esta atual realidade. <\/p>\n\n\n\n<p>Para diminuir os impactos do preconceito, da discrimina\u00e7\u00e3o e da transfobia \u00e9 necess\u00e1rio abordar a quest\u00e3o da invisibilidade dessa popula\u00e7\u00e3o, trazendo-as para o centro do debate p\u00fablico. E, com grande influ\u00eancia das redes sociais, isso vem se tornando uma realidade nacional e gerou impacto, inclusive,&nbsp;<strong><em>n<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/antrabrasil.org\/2020\/11\/16\/candidaturas-trans-eleitas-em-2020\/\" target=\"_blank\">as elei\u00e7\u00f5es&nbsp;<\/a>de 2022,<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/antrabrasil.org\/2020\/11\/16\/candidaturas-trans-eleitas-em-2020\/\" target=\"_blank\">&nbsp;onde<\/a><\/em><\/strong><em><strong>&nbsp;cinco candidatas, entre trans e travestis, foram eleitas&nbsp;em todo o Brasil.&nbsp;Algumas&nbsp;delas&nbsp;passam a ocupar cargos in\u00e9ditos na esfera federal no Congresso.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A ANTRA mapeou 76 candidaturas de pessoas trans e travestis em 2022. Destas, 89% foram de mulheres trans e travestis, 6% de homens trans e 5% de pessoas n\u00e3o bin\u00e1rias. Os dados indicam um&nbsp;<strong><em>aumento de 49% nas candidaturas<\/em><\/strong>&nbsp;deste grupo em compara\u00e7\u00e3o a 2018. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As candidatas que venceram para deputada federal nas elei\u00e7\u00f5es foram Erika Hilton (PSOL), eleita para o cargo pelo estado de S\u00e3o Paulo, e Duda Salabert (PDT), por Minas Gerais. Ambas s\u00e3o&nbsp;<strong><em>as primeiras travestis a ocuparem o cargo em seus respectivos estados.&nbsp;<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para o cargo de deputada estadual foram eleitas tr\u00eas candidatas: Linda Brasil (PSOL), eleita no Sergipe, Dani Balbi (PCdoB), no Rio de Janeiro,\u00a0e Carolina Lara (PSOL), em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nome social<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O nome social \u00e9 aquele pelo qual uma pessoa se apresenta e quer ser reconhecida socialmente, ainda que n\u00e3o tenha retificado os documentos civis. Desde abril de 2016, o decreto n\u00ba 8.727 passou a reconhecer que, nas reparti\u00e7\u00f5es e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos federais, pessoas travestis e transexuais tenham sua identidade de g\u00eanero garantida e sejam tratadas pelo nome social.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, ainda hoje existe bastante dificuldade em realizar a altera\u00e7\u00e3o do nome nos documentos em cart\u00f3rio. Mas, para al\u00e9m das mudan\u00e7as legais, o preconceito e a falta de respeito ainda \u00e9 a principal barreira para a ades\u00e3o ao nome social. Na d\u00favida, pergunte como a pessoa quer ser chamada e respeite o nome e g\u00eanero que ela quer ser reconhecida. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil, \u00e9 sinal de humanidade e respeito \u00e0 dignidade da pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o e emprego<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Outro objetivo \u00e9 a prote\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as trans. Crian\u00e7as e adolescentes trans n\u00e3o raro sofrem viol\u00eancia dom\u00e9stica e s\u00e3o at\u00e9 mesmo expulsos de casa por suas fam\u00edlias. Em uma pesquisa feita pela Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABLGBT), 45% dos estudantes afirmam que j\u00e1 se sentiram inseguros devido \u00e0 sua identidade de g\u00eanero no ambiente escolar. E ainda, com pequenas varia\u00e7\u00f5es, de 70% a 85% da popula\u00e7\u00e3o trans j\u00e1 teriam abandonado a escola pelo menos uma vez na vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfrentando tamanho preconceito no ambiente escolar e por vezes na pr\u00f3pria fam\u00edlia, a evas\u00e3o escolar \u00e9 recorrente, o que fortalece o ciclo vicioso de exclus\u00e3o social e exclus\u00e3o do mercado de trabalho pela falta de acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e pelo preconceito dos patr\u00f5es, sobrando a prostitui\u00e7\u00e3o com um dos poucos meios de sobreviv\u00eancia para 90% da popula\u00e7\u00e3o trans no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Texto: site TROCA e Governo do Estado de S\u00e3o Paulo<\/p>\n<\/span><\/span><\/span><\/span>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O debate sobre os direitos LGBTQIAPN+ tem crescido constantemente, mas, dentro da comunidade, ainda existem quest\u00f5es que precisam ser debatidas. 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