{"id":15363,"date":"2024-01-05T13:00:30","date_gmt":"2024-01-05T16:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/2024\/01\/05\/marco-temporal-volta-ao-stf-com-tres-acoes-diferentes-e-gilmar-mendes-relator-entenda\/"},"modified":"2026-04-01T11:31:17","modified_gmt":"2026-04-01T14:31:17","slug":"marco-temporal-volta-ao-stf-com-tres-acoes-diferentes-e-gilmar-mendes-relator-entenda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/2024\/01\/05\/marco-temporal-volta-ao-stf-com-tres-acoes-diferentes-e-gilmar-mendes-relator-entenda\/","title":{"rendered":"Marco temporal volta ao STF com tr\u00eas a\u00e7\u00f5es diferentes e Gilmar Mendes relator; entenda"},"content":{"rendered":"\n<span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\">O marco temporal das terras ind\u00edgenas voltar\u00e1 a ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2024, embora tenha sido declarado inconstitucional pela mesma Corte em setembro do ano passado.\n\nPela tese jur\u00eddica repudiada por ind\u00edgenas e defendida pelo agroneg\u00f3cio, os povos origin\u00e1rios s\u00f3 t\u00eam direito \u00e0s terras que ocupavam em 5 de outubro de 1988, data da promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o.\n\nNo Supremo, a lei do marco temporal ser\u00e1 discutida em tr\u00eas a\u00e7\u00f5es diferentes; duas contra e uma a favor da tese ruralista. Os processos envolvem oito partidos pol\u00edticos \u2013 de oposi\u00e7\u00e3o e situa\u00e7\u00e3o \u2013 e a Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (Apib).\n\nAs a\u00e7\u00f5es ser\u00e3o relatadas pelo ministro Gilmar Mendes, que tem la\u00e7os not\u00f3rios com ruralistas e \u00e9 tamb\u00e9m um fazendeiro. Ele votou contra o marco temporal, mas durante a an\u00e1lise do tema criticou a pol\u00edtica indigenista por destinar &#8220;muita terra&#8221; aos povos origin\u00e1rios.\n\n<strong>Quais s\u00e3o as a\u00e7\u00f5es<\/strong>\n\nPT, PCdoB e PV protocolaram uma A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (Adin). Os partidos querem anular a derrubada dos vetos presidenciais pelo Congresso e retirar da lei os trechos inconstitucionais que haviam sido vetados por Lula.\n\nJ\u00e1 a Adin protocolada por PSOL, Rede e o movimento ind\u00edgena, representado pela Apib, pede que a lei seja anulada na \u00edntegra. Do lado oposto, PL, PP e Republicanos pedem que o marco temporal seja declarado v\u00e1lido.\n\n&#8220;Esse julgamento, acima de tudo, diz respeito ao processo civilizacional do nosso pa\u00eds&#8221;, definiu Maur\u00edcio Terena, coordenador jur\u00eddico da Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (Apib), em entrevista recente ao Brasil de Fato.\n\nNo \u00faltimo julgamento, que se arrastou de 2021 at\u00e9 2023, o marco temporal era apenas uma tese jur\u00eddica analisada pelos ministros do STF no \u00e2mbito de um processo envolvendo o povo Xokleng e o estado de Santa Catarina.\n\nJ\u00e1 neste ano, o objeto dos julgamentos ser\u00e1 a lei do marco temporal de n\u00famero 14.701\/23, que foi promulgada por Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ap\u00f3s os parlamentares derrubarem os vetos do presidente Lula (PT).\n\n<strong>Marco temporal motiva embate entre Poderes<\/strong>\n\nA nova disputa jur\u00eddica envolvendo a demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas ter\u00e1 partidos governistas e da oposi\u00e7\u00e3o em lados opostos, al\u00e9m de uma nova contraposi\u00e7\u00e3o entre o Congresso, majoritariamente favor\u00e1vel ao marco temporal, e Supremo, que j\u00e1 declarou a lei inconstitucional.\n\nNa queda de bra\u00e7o entre Legislativo e Judici\u00e1rio, especialistas j\u00e1 analisaram que a \u00faltima palavra deve ser do STF, por ela ser respons\u00e1vel pelo controle constitucional. Desta vez, por\u00e9m, o marco temporal \u00e9 uma lei federal, e sua invalida\u00e7\u00e3o poderia trazer altos custos pol\u00edticos \u00e0 Corte, em meio a uma rela\u00e7\u00e3o j\u00e1 conturbada com o Congresso.\n\nA primeira passagem do marco temporal pelo STF foi marcada por longos hiatos provocados por ministros que pediram vista &#8211; que significa mais tempo para analisar o tema. Desta vez, o desfecho deve ser mais r\u00e1pido, j\u00e1 que a Corte adotou limite de 90 dias para retomar julgamentos interrompidos.\n<h4>Texto: Brasil de Fato<\/h4><\/span><\/span><\/span><\/span>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O marco temporal das terras ind\u00edgenas voltar\u00e1 a ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2024, embora tenha sido declarado inconstitucional pela mesma Corte em setembro do ano passado. 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