{"id":22205,"date":"2026-01-29T08:00:55","date_gmt":"2026-01-29T11:00:55","guid":{"rendered":"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/2026\/01\/29\/dia-nacional-da-visibilidade-trans-conheca-a-historia-de-acolhimento-e-inclusao-da-casa-veronica\/"},"modified":"2026-04-01T11:30:23","modified_gmt":"2026-04-01T14:30:23","slug":"dia-nacional-da-visibilidade-trans-conheca-a-historia-de-acolhimento-e-inclusao-da-casa-veronica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/2026\/01\/29\/dia-nacional-da-visibilidade-trans-conheca-a-historia-de-acolhimento-e-inclusao-da-casa-veronica\/","title":{"rendered":"Dia Nacional da Visibilidade Trans: conhe\u00e7a a hist\u00f3ria de acolhimento e inclus\u00e3o da Casa Ver\u00f4nica"},"content":{"rendered":"\n<span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro, foi criado em 2004 quando lideran\u00e7as do movimento trans e travestis organizaram um ato nacional no Congresso Nacional, em Bras\u00edlia, para o lan\u00e7amento da campanha &#8220;Travesti e Respeito&#8221;. Desde ent\u00e3o, a data \u00e9 um marco de luta contra a transfobia, valoriza\u00e7\u00e3o da cidadania e respeito \u00e0 identidade de g\u00eanero no Brasil.\u00a0<\/span>\n\n<span style=\"font-weight: 400;\">Nesta data, a Assufsm reafirma seu compromisso com os direitos humanos e com o enfrentamento \u00e0s viol\u00eancias de g\u00eanero ao ressaltar as a\u00e7\u00f5es desenvolvidas pela <\/span><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/pro-reitorias\/pre\/observatorio-de-direitos-humanos\/casa-veronica\"><span style=\"font-weight: 400;\">Casa Ver\u00f4nica<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, servi\u00e7o institucional de acolhimento psicossocial e jur\u00eddico voltado \u00e0 comunidade acad\u00eamica.<\/span>\n\n<span style=\"font-weight: 400;\">Criada a partir da Pol\u00edtica de G\u00eanero da UFSM em 2021, a Casa Ver\u00f4nica nasce como um espa\u00e7o de escuta, orienta\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o, especialmente diante de situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia de g\u00eanero, ass\u00e9dio e discrimina\u00e7\u00e3o. O nome do servi\u00e7o foi escolhido por consulta p\u00fablica e homenageia Ver\u00f4nica, mulher trans, ativista e refer\u00eancia comunit\u00e1ria em Santa Maria. \u201cA Casa Ver\u00f4nica \u00e9 um servi\u00e7o da universidade, criado para acolher e orientar pessoas que vivenciam situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia de g\u00eanero\u201d, explica a TAE Bruna Loreiro Denkin, que integra o setor de administra\u00e7\u00e3o na Casa Ver\u00f4nica.<\/span>\n<h2><span style=\"font-weight: 400;\">Mem\u00f3ria, acolhimento e pol\u00edtica p\u00fablica<\/span><\/h2>\n<span style=\"font-weight: 400;\">O nome da Casa Ver\u00f4nica foi escolhido por meio de consulta p\u00fablica \u00e0 comunidade universit\u00e1ria, que contou com a participa\u00e7\u00e3o de mais de 1.500 votantes. A denomina\u00e7\u00e3o Casa Ver\u00f4nica UFSM recebeu 39% dos votos e homenageia Ver\u00f4nica de Oliveira, mulher trans, ativista do movimento LGBTQIAP+ em Santa Maria (RS) e refer\u00eancia no acolhimento comunit\u00e1rio.\u00a0<\/span>\n\n<span style=\"font-weight: 400;\">De forma independente e sem v\u00ednculo institucional, Ver\u00f4nica mantinha uma casa que acolhia pessoas LGBTQIAP+, vindas de v\u00e1rios locais da cidade, estado e at\u00e9 mesmo do pa\u00eds, em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia e vulnerabilidade social, h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, no Bairro Url\u00e2ndia, exercendo um trabalho de cuidado e prote\u00e7\u00e3o reconhecido na cidade.<\/span>\n\n<span style=\"font-weight: 400;\">Ver\u00f4nica foi assassinada em 2019, v\u00edtima de transfeminic\u00eddio. Ao escolher seu nome para denominar o espa\u00e7o multiprofissional, a UFSM busca reconhecer sua trajet\u00f3ria, homenagear sua luta e manter viva sua mem\u00f3ria, transformando-a em pol\u00edtica p\u00fablica de acolhimento, escuta e garantia de direitos. \u201cO nome \u00e9 uma homenagem \u00e0 mem\u00f3ria e \u00e0 luta dessa mulher, mas o servi\u00e7o tem objetivos institucionais pr\u00f3prios\u201d, destaca Bruna.\u00a0<\/span>\n\n<span style=\"font-weight: 400;\">A Casa Ver\u00f4nica atende prioritariamente estudantes, T\u00e9cnico Administrativas(os)\u00a0 e docentes da UFSM, com a\u00e7\u00f5es que tamb\u00e9m se estendem \u00e0 comunidade externa por meio de projetos de extens\u00e3o, forma\u00e7\u00f5es e atividades educativas.<\/span>\n<h2><span style=\"font-weight: 400;\">Aumento da procura e novas demandas<\/span><\/h2>\n<span style=\"font-weight: 400;\">Nos \u00faltimos anos, a equipe tem observado um crescimento significativo na procura por atendimentos de pessoas trans, especialmente para acolhimento psicossocial. Se antes as demandas estavam mais concentradas em casos de viol\u00eancia e ass\u00e9dio, hoje tamb\u00e9m envolvem processos de transi\u00e7\u00e3o de g\u00eanero, conflitos familiares e busca por apoio institucional.\u00a0<\/span>\n\n<span style=\"font-weight: 400;\">\u201cTem aumentado bastante a procura de pessoas trans que buscam acolhimento, escuta e orienta\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o TAE e assistente social Ricardo Pereira de Felippe. Entre as iniciativas recentes est\u00e1 o fomento \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de um coletivo trans na UFSM, que surge a partir da demanda por maior representa\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dentro da universidade. As reuni\u00f5es ocorrem no espa\u00e7o da Casa Ver\u00f4nica.<\/span>\n<h2><span style=\"font-weight: 400;\">Avan\u00e7os institucionais e desafios<\/span><\/h2>\n<span style=\"font-weight: 400;\">A UFSM conta com uma resolu\u00e7\u00e3o que garante o uso do nome social desde 2015, e a Casa Ver\u00f4nica atua diretamente no acompanhamento de casos em que h\u00e1 falhas nos sistemas institucionais.\u00a0<\/span>\n\n<span style=\"font-weight: 400;\">A universidade tamb\u00e9m avan\u00e7ou com a cria\u00e7\u00e3o de um processo seletivo exclusivo para pessoas trans nos cursos de gradua\u00e7\u00e3o e com pol\u00edticas de a\u00e7\u00f5es afirmativas na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. \u201cA gente percebe abertura e di\u00e1logo da gest\u00e3o para enfrentar essas quest\u00f5es\u201d, avalia Ricardo. \u201cMuitos problemas s\u00e3o estruturais, de sistemas e legisla\u00e7\u00e3o, mas h\u00e1 disposi\u00e7\u00e3o para resolver.\u201d Outro avan\u00e7o importante \u00e9 a implanta\u00e7\u00e3o de placas inclusivas em banheiros, reconhecendo o uso por pessoas cis e trans, como estrat\u00e9gia de enfrentamento \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o nos espa\u00e7os cotidianos da universidade.<\/span>\n<h2><span style=\"font-weight: 400;\">Arte, visibilidade e perman\u00eancia<\/span><\/h2>\n<span style=\"font-weight: 400;\">Inaugurado em janeiro de 2025, o mural da Casa Ver\u00f4nica transforma arte em pol\u00edtica de perman\u00eancia e mem\u00f3ria. Criado por estudantes da UFSM selecionados por edital, o trabalho homenageia mulheres trans e travestis que marcaram\u00a0 e seguem marcando a hist\u00f3ria por meio da arte, do ativismo, da educa\u00e7\u00e3o e da luta por direitos. \u201cA ideia do mural \u00e9 afirmar que essas pessoas existem, resistem e produzem conhecimento, arte e pol\u00edtica\u201d, resume Bruna.<\/span>\n\n<span style=\"font-weight: 400;\">Entre as figuras retratadas na exposi\u00e7\u00e3o, ao lado de Ver\u00f4nica de Oliveira, est\u00e1 a cartunista Laerte Coutinho, artista que combina humor, cr\u00edtica social e reflex\u00e3o filos\u00f3fica em suas obras. Ao assumir publicamente sua identidade de g\u00eanero nos anos 2010, Laerte ampliou a visibilidade trans no pa\u00eds, tornando-se refer\u00eancia tanto no campo art\u00edstico quanto no debate p\u00fablico sobre g\u00eanero e diversidade.<\/span>\n\n<span style=\"font-weight: 400;\">O mural tamb\u00e9m homenageia Ali Machado, professora, jornalista e ativista transfeminista formada integralmente pela UFSM. Hoje docente na FURG, Ali constr\u00f3i uma trajet\u00f3ria acad\u00eamica e pol\u00edtica marcada pela defesa dos direitos humanos, pelo pensamento cr\u00edtico e pela articula\u00e7\u00e3o entre comunica\u00e7\u00e3o, g\u00eanero e corporalidades.<\/span>\n\n<span style=\"font-weight: 400;\">Outra presen\u00e7a \u00e9 de Let\u00edcia Carolina Nascimento, professora, pesquisadora e ativista reconhecida nacionalmente por sua atua\u00e7\u00e3o antirracista e transfeminista, residente de Piau\u00ed. Seus estudos e sua milit\u00e2ncia articulam g\u00eanero, ra\u00e7a e sexualidade a partir de perspectivas decoloniais, contribuindo para a constru\u00e7\u00e3o de saberes comprometidos com a justi\u00e7a social.<\/span>\n\n<span style=\"font-weight: 400;\">O mural inclui ainda Zara Bastos, estudante de Ci\u00eancias Sociais da UFSM e bolsista da Casa Ver\u00f4nica. Al\u00e9m da atua\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, Zara se destaca na cena cultural de Santa Maria como DJ, representando a presen\u00e7a viva e contempor\u00e2nea de pessoas trans nos espa\u00e7os universit\u00e1rios e culturais.<\/span>\n\n<span style=\"font-weight: 400;\">Tamb\u00e9m \u00e9 retratada Cilene Rossi, ativista e assessora parlamentar, refer\u00eancia local na luta por visibilidade e direitos LGBTQIAPN+. Sua atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e institucional tem sido fundamental para ampliar a presen\u00e7a de pessoas trans nos espa\u00e7os de decis\u00e3o e debate p\u00fablico na cidade.<\/span>\n\n<span style=\"font-weight: 400;\">Por fim, o mural presta homenagem a Em\u00edlia (Emilya) Violet Friedrich, estudante de Artes Visuais da UFSM e inspira\u00e7\u00e3o primordial da obra. Sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica e art\u00edstica, marcada pela sensibilidade, pela experimenta\u00e7\u00e3o est\u00e9tica e pelo processo de afirma\u00e7\u00e3o de g\u00eanero, permanece viva na mem\u00f3ria da comunidade universit\u00e1ria.<\/span>\n<h2><span style=\"font-weight: 400;\">Visibilidade como compromisso permanente<\/span><\/h2>\n<span style=\"font-weight: 400;\">Ao reunir diferentes gera\u00e7\u00f5es, trajet\u00f3rias e campos de atua\u00e7\u00e3o, o mural da Casa Ver\u00f4nica afirma que visibilidade trans tamb\u00e9m \u00e9 mem\u00f3ria, produ\u00e7\u00e3o de conhecimento e direito \u00e0 perman\u00eancia na universidade e na sociedade.<\/span>\n\n<span style=\"font-weight: 400;\">No Dia da Visibilidade Trans, a Casa Ver\u00f4nica reafirma que visibilidade n\u00e3o se resume a uma data simb\u00f3lica, mas se constr\u00f3i diariamente por meio de pol\u00edticas p\u00fablicas, acolhimento institucional e defesa intransigente da dignidade humana. \u201cVisibilidade tamb\u00e9m \u00e9 perman\u00eancia, \u00e9 acesso, \u00e9 respeito\u201d, conclui Ricardo.<\/span>\n\n<span style=\"font-weight: 400;\">Ou\u00e7a a reportagem completa, em \u00e1udio, no spotify: <\/span><a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/episode\/1imDLcdHf7yMyKpl36VhZZ?si=jCxtGOnHS6SKVlpIVKeQZw\"><b>https:\/\/open.spotify.com\/episode\/1imDLcdHf7yMyKpl36VhZZ?si=jCxtGOnHS6SKVlpIVKeQZw<\/b><\/a>\n\n<span style=\"font-weight: 400;\">TAE, participe dos debates e lutas dessa importante causa!<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro, foi criado em 2004 quando lideran\u00e7as do movimento trans e travestis organizaram um ato nacional no Congresso Nacional, em Bras\u00edlia, para o lan\u00e7amento da campanha &#8220;Travesti e Respeito&#8221;. 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