{"id":9085,"date":"2018-05-10T14:55:23","date_gmt":"2018-05-10T17:55:23","guid":{"rendered":"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/2018\/05\/10\/assufsm-no-23o-confasubra-opressoes-e-tema-do-4o-dia-do-congresso\/"},"modified":"2026-04-01T08:40:16","modified_gmt":"2026-04-01T11:40:16","slug":"assufsm-no-23o-confasubra-opressoes-e-tema-do-4o-dia-do-congresso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/2018\/05\/10\/assufsm-no-23o-confasubra-opressoes-e-tema-do-4o-dia-do-congresso\/","title":{"rendered":"Assufsm no 23\u00ba Confasubra: Opress\u00f5es \u00e9 tema do 4\u00ba dia do Congresso"},"content":{"rendered":"<span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\">\n<p>Durante a manh\u00e3 desta quarta-feira, 09, do XXXIII Confasubra, Congresso da Fasubra, o debate aconteceu em torno da tem\u00e1tica da Opress\u00e3o. Na oportunidade foi evidenciada a luta das mulheres, do movimento LGBT e das mulheres e homens negros brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes da mesa iniciar, aposentados e aposentadas presentes no evento fizeram uma interven\u00e7\u00e3o com palavras de ordem para lembrar aos presentes tamb\u00e9m a luta destes que h\u00e1 muito lutaram e lutam pela hist\u00f3ria da Federa\u00e7\u00e3o e os direitos das e dos aposentados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_6637.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8938\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Beatriz Luz da Silva, advogada criminalista e feminista come\u00e7ou agradecendo o convite por compor uma mesa t\u00e3o importante como a de Opress\u00f5es. Ao longo de sua fala, a advogada trouxe aspectos da justi\u00e7a brasileira como a seletividade penal, que quem paga a conta s\u00e3o os negros e negras, e pobres.<\/p>\n\n\n\n<p>Beatriz lembrou ainda dos projetos de lei inconstitucionais que est\u00e3o em tramita\u00e7\u00e3o no Governo, como a Lei do Abate que permite \u00e0 Pol\u00edcia atirar no \u2018bandido\u2019 se ele estiver portando arma de fogo de um determinado calibre. Para a advogada os motivos que fazem com que esses discursos sejam t\u00e3o facilmente aceitos pela sociedade \u00e9 o crescimento da onda fascista no pa\u00eds e o Direito Penal do espet\u00e1culo que \u201csobre o pretexto da corrup\u00e7\u00e3o, instala a ditatura do judici\u00e1rio que d\u00e1 legalidade a todo e qualquer ato de viol\u00eancia\u201d, desabafa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_6644.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8939\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Logo ap\u00f3s, o militante socialista e fundador do movimento Hip Hop Quilombo, no Maranh\u00e3o, Hertz, explicou que a burguesia hoje se utiliza das opress\u00f5es para polarizar os grupos sociais. Relembrando os 130 anos da \u201caboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o\u201d, que completa no dia 13 de maio, o militante trouxe um contexto hist\u00f3rico da situa\u00e7\u00e3o dos negros e negras que foram trazidos ao Brasil e lembrou que o Brasil foi o pa\u00eds que mais importou negras e negros escravizados e que at\u00e9 hoje n\u00e3o h\u00e1 repara\u00e7\u00e3o que deixe em p\u00e9 de igualdade essa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s n\u00e3o tivemos repara\u00e7\u00e3o alguma. Repara\u00e7\u00e3o foi cadeia, repara\u00e7\u00e3o foi desemprego. Repara\u00e7\u00e3o foi jogar nosso povo nos manic\u00f4mios. Tinha uma pol\u00edtica de exterminar os negros e negras desse pa\u00eds\u201d, afirma Hertz.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_6652.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8940\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Yone Gonzaga, t\u00e9cnico-administrativa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) saudou os presentes e as falas anteriores. Destacou que enquanto mulher negra, se sentiu representada pela contextualiza\u00e7\u00e3o macro que o companheiro Hertz trouxe sobre a popula\u00e7\u00e3o negra. A TAE destaca que hoje s\u00f3 consegue enxergar a mudan\u00e7a acontecendo se esta partir do lugar em que estamos, dentro das universidades, na fam\u00edlia, no ambiente de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo de sua fala, Yone questiona at\u00e9 que ponto n\u00f3s contribu\u00edmos para que as opress\u00f5es acontecem e refor\u00e7a a import\u00e2ncia da interseccionalidade dos discursos das minorias. Durante a mesa, a TAE discorreu sobre uma pesquisa que fez recentemente com a categoria e que evidencia o ass\u00e9dio nas pr\u00f3prias rela\u00e7\u00f5es entre a categoria e entre os demais setores da universidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo refletir sobre isso num Congresso quando acontece dentro das Universidades? Quando essas opress\u00f5es est\u00e3o nos coisificando e invisibilizando nossas rela\u00e7\u00f5es? \u201d, questiona a TAE. Segundo Yone, estas quest\u00f5es interpassam por quest\u00f5es como ra\u00e7a, g\u00eanero e classe e a m\u00eddia hegem\u00f4nica contribui para essas opress\u00f5es, no momento em que determina quais vidas merecem ser vividas e quais n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalizando a fala, a TAE ressalta a import\u00e2ncia da Fasubra retomar as discuss\u00f5es dos congressos anteriores, pois o discurso sobre a quest\u00e3o racial ainda \u00e9 muito t\u00edmido e deve iniciar na quest\u00e3o do racismo institucional, e na, cada vez menor, participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o negra no ensino superior e em concursos p\u00fablicos, por conta de todos os ataques do Governo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_6657.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8941\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>A t\u00e9cnico-administrativa em educa\u00e7\u00e3o fundadora do N\u00facleo de Consci\u00eancia Negra da USP, Jupiara Castro, que tamb\u00e9m estava na mesa, iniciou falando que dentro do pr\u00f3prio movimento sindical existe a opress\u00e3o e por isso, no 4\u00ba dia do XXIII Confasubra antes de discutir projetos sociais para o pa\u00eds \u00e9 importante o debate da reeduca\u00e7\u00e3o de cada um e cada uma. \u201cN\u00f3s constru\u00edmos o pa\u00eds e \u00e9 preciso o reconhecimento disso\u201d, afirma Jupiara.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, o racismo ainda est\u00e1 muito presente no funcionalismo p\u00fablico e isso intensifica quando o governo est\u00e1 nas m\u00e3os de uma minoria fascista e opressora. A TAE lembrou da militante negra Marielle Franco, assassinada em mar\u00e7o deste ano; mais uma mulher negra e pobre que militava pelo direito da popula\u00e7\u00e3o negra e que sua execu\u00e7\u00e3o foi um recado a todos e todas negras do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Jupiara conclui sua fala ressaltando a import\u00e2ncia de fazer uma avalia\u00e7\u00e3o de tudo que vem acontecendo no pa\u00eds e encontrar medidas de combater essas opress\u00f5es no cotidiano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s estamos chamando aqui uma unidade para combater um projeto que est\u00e1 a\u00ed. N\u00f3s estamos dizendo que temos que ter resist\u00eancia para combatermos o que est\u00e1 posto e nos apegamos ao pior: se a tinta \u00e9 mais vermelha ou mais rosada. Eu digo que n\u00f3s devemos construir passo-a-passo a derrotada deste projeto que est\u00e1 instalado\u201d, afirma Jupiara.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_6661.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8942\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>A TAE da Universidade Federal da Bahia, Lucimara da Silva, refor\u00e7a que \u201csomos muitos\u201d e que devemos tomar cuidado porque dentre as formas de morte est\u00e1 a invisibilidade destes muitos. Segundo ela, \u00e9 muito importante a unidade, desde que esta n\u00e3o apague as diferen\u00e7as e as especificidades de cada grupo social. \u201cEntre n\u00f3s reproduzimos ainda comportamentos opressivos\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Lucimara refor\u00e7a que n\u00f3s precisamos compreender nossos privil\u00e9gios e reconhecer a diversidade porque n\u00e3o se est\u00e1 falando de massas homog\u00eaneas e por isso, \u00e9 preciso considerar que cada um e cada uma tem uma ra\u00e7a, classe e g\u00eanero. Diante de todas as ofensivas do Governo, a TAE destaca que, para ela, a pris\u00e3o do ex-presidente Lula significa tamb\u00e9m uma seletividade penal e que essa situa\u00e7\u00e3o nada mais \u00e9, do que a forma que as elites encontram para abater toda e qualquer amea\u00e7a \u00e0 sua hegemonia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_6676.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8943\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Ao final da mesa, a historiadora e t\u00e9cnico-administrativa em educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de Goi\u00e1s, Mariana Barbosa, desceu do palco para falar em p\u00e9 de igualdade com os presentes. Durante sua fala ela desabafou o inc\u00f4modo que sentia em estar discutindo opress\u00f5es em um dia que as atividades da tarde s\u00e3o livres no Congresso e por isso, para um plen\u00e1rio esvaziado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cInfelizmente eu vou ter que fazer uma cr\u00edtica, n\u00f3s sabemos que a Fasubra tem avan\u00e7ado bastante, mas colocar, a mesa de opress\u00f5es no \u00fanico dia livre do Congresso \u00e9 para acontecer isso que est\u00e1 acontecendo agora. O plen\u00e1rio j\u00e1 est\u00e1 esvaziado e as nossas pautas mais uma vez, est\u00e3o sendo invisibilizadas\u201d, afirma a TAE e refor\u00e7a ainda que \u00e9 muito importante a autocr\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo de sua fala, Mariana evidencia a import\u00e2ncia de reconhecer que cada grupo social tem uma especificidade e que por isso \u00e9 perigoso aglutinar todos num mesmo espa\u00e7o, ainda mais considerando a import\u00e2ncia dos espa\u00e7os de acolhimento para essas minorias. Para a historiadora, a linguagem inclusiva \u00e9 um primeiro passo para reconhecer a diversidade dos grupos e despertar a sensibilidade humana.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao concluir sua fala, Mariana ressalta que opress\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o apenas g\u00eanero, orienta\u00e7\u00e3o sexual e ra\u00e7a; \u00e9 fundamental incluir no debate e olhar para as quest\u00f5es de viol\u00eancias quanto ao capacitismo e geracional \u2013 fazendo refer\u00eancia a interven\u00e7\u00e3o dos aposentados e aposentadas na abertura da mesa.<\/p>\n<\/span><\/span><\/span><\/span>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante a manh\u00e3 desta quarta-feira, 09, do XXXIII Confasubra, Congresso da Fasubra, o debate aconteceu em torno da tem\u00e1tica da Opress\u00e3o. Na oportunidade foi evidenciada a luta das mulheres, do movimento LGBT e das mulheres e homens negros brasileiros. 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