{"id":9403,"date":"2020-05-13T18:06:51","date_gmt":"2020-05-13T21:06:51","guid":{"rendered":"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/2020\/05\/13\/mulheres-pesquisadores-e-tema-de-live-sindical-assufsm\/"},"modified":"2026-04-01T11:44:52","modified_gmt":"2026-04-01T14:44:52","slug":"mulheres-pesquisadores-e-tema-de-live-sindical-assufsm","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cta.clst17.mxpr.email.pecoraricloud.com.br\/~assufsmcom\/2020\/05\/13\/mulheres-pesquisadores-e-tema-de-live-sindical-assufsm\/","title":{"rendered":"Mulheres Pesquisadoras \u00e9 tema de Live Sindical Assufsm"},"content":{"rendered":"<span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\"><span dir=\"auto\" style=\"vertical-align: inherit;\">\n<p>A participa\u00e7\u00e3o das mulheres na constru\u00e7\u00e3o do\npensamento cient\u00edfico \u00e9 t\u00e3o antiga, quanto o pr\u00f3prio princ\u00edpio de ci\u00eancia. Na atualidade,\ncada vez mais pesquisas comprovam a significativa contribui\u00e7\u00e3o de realiza\u00e7\u00f5es\ncient\u00edficas femininas para o desenvolvimento da sociedade. Levando em considera\u00e7\u00e3o\nisso, a Assufsm realizou na ter\u00e7a-feira (12), a Live Sindical \u201cMulheres Pesquisadoras\u201d,\ncom o objetivo de fortalecer a discuss\u00e3o sobre o assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>A transmiss\u00e3o (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/assufsm\/videos\/547024349343754\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"ver a live completa aqui (opens in a new tab)\">ver a live completa aqui<\/a>) contou com a participa\u00e7\u00e3o da Coordenadora da Mulher Trabalhadora da Fasubra e Doutora em Hist\u00f3ria, Mariana Lopes e da Professora Doutora do Departamento de Educa\u00e7\u00e3o da UFSM, M\u00e1rcia Paix\u00e3o. A media\u00e7\u00e3o ficou por conta da Jornalista da Assufsm, St\u00e9phane Powaczuk. Durante o debate, as convidadas contaram sobre os desafios em serem reconhecida enquanto mulheres produtora de conhecimento no universo acad\u00eamico.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira abaixo trechos da entrevista em que\nelas problematizam a quest\u00e3o da mulher na ci\u00eancia e prop\u00f5em caminhos para que estas\npesquisas sejam reconhecidas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>St\u00e9phane Powaczuk \u2013<\/strong> <strong>Que desafios voc\u00eas acham que as mulheres ainda enfrentam na pesquisa?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Mariana Lopes<\/em>: H\u00e1 uma dificuldade que tem se chamado no movimento feminista, de \u201cs\u00edndrome da impostora\u201d. \u00c9 quando as mulheres podem ser muito melhores em termos de qualifica\u00e7\u00e3o do que os homens, mas elas acabam se sentindo menor e da\u00ed o homem que sabe bem menos sobre determinado assunto, acaba falando muito mais sobre aquilo. O patriarcado e o machismo, faz com que elas se sintam como impostoras, como se n\u00e3o soubessem sobre aquilo que est\u00e3o falando.<\/p>\n\n\n\n<p><em>M\u00e1rcia Paix\u00e3o<\/em>: Olha eu vejo que, continuando a quest\u00e3o que a Mariana traz, \u00e9 bem isso, n\u00f3s temos um grande problema nas universidades, tamb\u00e9m nas \u00e1reas de conhecimento de um modo geral. A ci\u00eancia \u00e9 masculina. N\u00f3s vivemos isso diariamente e os efeitos do patriarcado est\u00e1 presente tanto nos homens, quanto em algumas mulheres. Se tem um imagin\u00e1rio social constru\u00eddo de que as mulheres precisam ficar no cuidado. Ent\u00e3o embora a gente tenha mestrado, doutorado, essas quest\u00f5es ainda se fazem presente e impedem e retardam ainda mais o nosso acesso nos espa\u00e7os de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>St\u00e9phane Powaczuk  \u2013 <\/strong> <strong>A contribui\u00e7\u00e3o das mulheres na ci\u00eancia \u00e9 destacada pela ONU Mulheres como vital. Mas, a gente sabe que nem sempre somos reconhecidas. Por que voc\u00eas acham que esses avan\u00e7os s\u00e3o minimizados ou negligenciados?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Mariana Lopes<\/em>: Ent\u00e3o, pensando nesse momento de pandemia. Queria lembrar que quando o COVID-19 come\u00e7ou a ser decodificado o seu c\u00f3digo gen\u00e9tico, quem descobriu no Brasil foram duas mulheres. Como voc\u00ea citou, segundo a pesquisa da ONU Mulheres, a maioria das profissionais de sa\u00fade no mundo, 70% s\u00e3o mulheres, ou seja, quem est\u00e1 literalmente salvando nossas vidas s\u00e3o mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p><em>M\u00e1rcia Paix\u00e3o<\/em>: Em rela\u00e7\u00e3o ao que as mulheres pesquisam, n\u00f3s ainda temos, infelizmente, uma quest\u00e3o que \u00e9 desqualificar. Como se aquele tema de pesquisa, fosse menor. Discutir quest\u00f5es de g\u00eanero \u00e9 menor do que estudar a quest\u00e3o da nanotecnologia, por exemplo. Assim as mulheres precisam fazer muitos movimentos para serem reconhecidas e isso nos deixa cansadas, porque exige muita resist\u00eancia para enfrentar essas opress\u00f5es que est\u00e3o presentes na universidade. \u00a0Ainda temos muito a pensar, dentro do espa\u00e7o acad\u00eamico para desmascarar esse disfarce de que, porque estamos todos e todas dentro da universidade, somos iguais. S\u00e3o v\u00e1rios pontos a serem considerados quanto a justi\u00e7a social e igualdade entre mulheres e homens em todos os espa\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>St\u00e9phane Powaczuk \u2013 <\/strong> <strong>Voc\u00eas t\u00eam conhecimento de pol\u00edtica de incentivo \u00e0 participa\u00e7\u00e3o de mulheres na ci\u00eancia, aqui no Brasil? Pensando at\u00e9 da necessidade disso como um suporte \u00e0s m\u00e3es pesquisadoras.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Mariana Lopes<\/em>: Do ponto de vista governamental, n\u00f3s sabemos que n\u00e3o. At\u00e9 porque esse Governo atual que temos, zerou as verbas para o combate \u00e0 viol\u00eancia contra mulher, ent\u00e3o quem dir\u00e1 sobre ci\u00eancia e demais aspectos? Mas h\u00e1 organiza\u00e7\u00f5es, como ONGs, sindicatos, movimentos feministas diversos que fazem esse trabalho de incentivar mulheres na ci\u00eancia. Ent\u00e3o eu vejo isso, muito mais dentro do movimento, n\u00e3o consigo perceber enquanto pol\u00edtica p\u00fablica, infelizmente.<\/p>\n\n\n\n<p><em>M\u00e1rcia Paix\u00e3o<\/em>: De fato, atualmente n\u00f3s n\u00e3o temos nenhum incentivo nesse aspecto das mulheres na ci\u00eancia. J\u00e1 tivemos, h\u00e1 um tempo, por exemplo, o Inep que incentivou bastante essa quest\u00e3o. Mas eu quero mencionar, que aqui na UFSM n\u00f3s viemos trabalhando nessa perspectiva de termos uma pol\u00edtica de g\u00eanero na UFSM. Essa pol\u00edtica est\u00e1 centrada em tr\u00eas pilares, por assim dizer: enfrentamento, assist\u00eancia e promo\u00e7\u00e3o da igualdade. Atualmente est\u00e1 em fase de an\u00e1lise na PROJUR, tentando fazer com que isso se torne uma realidade na UFSM para que tanto as mulheres estudantes, professoras e t\u00e9cnico-administrativas possam ter asseguradas os seus direitos em todos os n\u00edveis. Ent\u00e3o, essas s\u00e3o conquistas que n\u00f3s precisamos ter nas universidades, buscando essa justi\u00e7a de g\u00eanero em todos os n\u00edveis. N\u00f3s esperamos que em breve tenha aprovada essa pol\u00edtica de g\u00eanero na UFSM.<\/p>\n<\/span><\/span><\/span><\/span>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A participa\u00e7\u00e3o das mulheres na constru\u00e7\u00e3o do pensamento cient\u00edfico \u00e9 t\u00e3o antiga, quanto o pr\u00f3prio princ\u00edpio de ci\u00eancia. Na atualidade, cada vez mais pesquisas comprovam a significativa contribui\u00e7\u00e3o de realiza\u00e7\u00f5es cient\u00edficas femininas para o desenvolvimento da sociedade. 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