Em mais uma atividade do calendário de mobilização da greve, a categoria técnico-administrativa realizou assembleia temática para discutir a racionalização dos cargos e os entraves nas negociações com o governo federal. O encontro evidenciou preocupações com a reestruturação da carreira, a criação de cargos amplos e o avanço da terceirização nas instituições federais de ensino.
No entanto, segundo os relatos apresentados, o governo, por meio do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, rejeitou integralmente a proposta elaborada pelo GT Cargos, mesmo após aprovação unânime em instâncias nacionais da carreira. Entre os principais pontos de discordância estão as atribuições dos(as) técnico-administrativos(as), que o governo tenta restringir a funções burocráticas, desconsiderando sua atuação em ensino, pesquisa e extensão.
Outro ponto de forte preocupação é a criação dos cargos amplos de “Técnico em Educação” e “Analista em Educação” para futuros concursos públicos. A categoria avalia que a medida pode abrir espaço para desvio de função e precarização do trabalho, caso as especialidades não sejam explicitadas nos editais. A defesa central é que a formação específica dos(as) trabalhadores(as) seja respeitada, evitando que profissionais sejam alocados em áreas incompatíveis com sua qualificação.
Diante das limitações legais para a ascensão funcional, a Assembleia destacou a equiparação salarial como principal estratégia de valorização. Muitos(as) trabalhadores(as) exercem funções além das atribuições de seus cargos sem a devida remuneração, o que reforça a necessidade de correção dessa distorção. Nesse sentido, foi reforçada a orientação de que servidores(as) que estejam em possível desvio de função procurem a assessoria jurídica da ASSUFSM para avaliação individual de cada caso e encaminhamentos cabíveis.
Também foi debatido o avanço da terceirização, especialmente em áreas multiprofissionais. Os(as) participantes alertaram para o risco de contratos temporários se tornarem permanentes, ampliando a precarização das condições de trabalho dentro das universidades.
Na mesma manhã, o Comando Nacional de Greve (CNG) realizou uma atividade na Câmara dos Deputados, em Brasília. Delegadas e delegados da categoria visitaram o Congresso Nacional em busca de apoio parlamentar para a reabertura da mesa de negociação das pautas de greve junto ao governo federal.


